Em meio a golpe na Bolívia, viraliza suposto vídeo pornô da autoproclamada presidenta
Advogada de formação, ela trabalhou como apresentadora de TV de uma cidade no interior do país e entrou na política em 2006. Parlamentar constituinte e senadora, ela assume com a missão de organizar novas eleições.
A presidente interina autoproclamada da Bolívia, Jeanine Áñez, assumiu nesta terça-feira (12) com a missão de pacificar o país e organizar as eleições.
Até o domingo (10), Áñez era a segunda vice-presidente do Senado – só chegou ao poder depois de renúncias de cinco autoridades.
Além de Evo Morales, renunciaram o vice-presidente, o presidente da Câmara de Deputados, a presidente do Senado e o vice-presidente do Senado.
Assim, Áñez reivindicou que ela mesma, uma opositora, deveria assumir.
O Tribunal Constitucional do país, em nota divulgada na terça-feira (12), concordou com a reivindicação, e divulgou uma nota em que reconhecia o ato pelo qual Áñez se assumiu como presidente.
"Assumo de imediato a presidência e me comprometo a tomar todas as medidas necessárias para pacificar o país", disse ela no Senado, que estava em sessão para discutir a sucessão de Evo Morales. A discussão não ocorreu por falta de quórum.
Ela é de San Joaquín, uma cidade na região amazônica da Bolívia, a cerca de 70 quilômetros em linha reta da fronteira com o estado brasileiro de Rondônia.
Em 2006, quando era apresentadora de TV na cidade de Trinidad, ela se candidatou e foi eleita para ser parlamentar da Assembleia Constituinte, que redigiu a Constituição vigente.
Jeanine Áñez foi eleita senadora em 2009, pelo Partido do Plano Progresso para a Bolívia – Convergência Nacional, de oposição ao presidente Evo.
Ela era contrária ao plano de construir uma rodovia que iria atravessar um parque nacional e terras indígenas – o projeto foi interrompido depois de protestos de parte da população que vive no local.
Novo cargo
A nova comandante do país tem como principal missão organizar as eleições “o mais rápido possível”.
"Trata-se de levar adiante o processo e convocar eleições o mais rápido possível", disse Ánez.
Em uma entrevista depois de assumir como presidente, ela atacou a esquerda: “Assim são os socialistas: usam mecanismos democráticos e se aferram ao poder, e depois enganam a gente, cooptam instituições, acaba a institucionalidade democrática”.

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