A Vida corre no Município



Artigo de Opinião de Ronaldo Marinho 








O Plano Diretor regula o uso e a ocupação do solo. Através dele o município define a abrangência e a oferta dos serviços públicos. Assegura a aplicação correta das medidas de proteção do meio ambiente. Estabelece regras e direciona o crescimento da cidade para regiões específicas. O arquiteto Atílio Corrêa Lima, em 1930, elaborou o primeiro Plano Diretor de Goiânia. Revisado na década de 70 (quando aconteceu o fenômeno da migração intensa para as cidades). Em 2007, o documento passou por adequações. Em 2019, ocorreu revisão em seu corpo, buscando o equilíbrio das funções, espaços e lugares de convivência.
De acordo com o recente censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), o número de apartamentos cresceu em 43%, nos últimos quatro anos, no País. No estado de Goiás, deparamos com grandes áreas cheias de nada, espaços talvez reservados à especulação. Não comportam edificações, lavouras e nem pecuária. Apenas solo devoluto. Nas regiões metropolitanas, da capital goiana, os “bolsões de vazios” destacam-se à paisagem.
Dentro do que hoje é definido como perímetro urbano, em Goiânia, há muitas infraestruturas e edificações para serem executadas. O nível de adensamento pode ser aumentado, levando-se em consideração um bom planejamento urbanístico. No entanto, experimenta-se a tentativa de ampliação da zona urbana entre Goiânia e Trindade. É importante administrar com sabedoria, essa abertura da linha do perímetro urbano. Ocupando o solo com as melhores técnicas e estratégias, possíveis.
No início do segundo semestre, em 2019, a prefeitura de Goiânia, encaminhou à Câmara de Vereadores, a minuta que atualiza o Plano Diretor. Entre as propostas, evidencia-se a criação de polos de desenvolvimento econômico em áreas periféricas do Município. Dando foco aos “vazios urbanos”. Sugestões que estimulam a alteração do horário de funcionamento de órgãos públicos e comércio, para colaborar com a fluidez do trânsito. Contempla também a revitalização de setores históricos, descentralização das atividades econômicas, dentre outras alterações. O texto foi elaborado após debates e audiências públicas travados com diversas frentes sociais. A proposta para o novo Plano Diretor de Goiânia segue tramitando para votação na Câmara. O que se especula na Casa é que seja votado ainda em 2019.
Percorrendo a Cidade nota-se que os setores da periferia estão recebendo diversos empreendimentos verticais. O novo Plano sugere a liberação de 13 quadras no setor Marista, para construção de prédios. De acordo com estudos técnicos a região comporta a intervenção. Sendo consolidada, irá aquecer os mercados da construção civil e o imobiliário. Em consequência alavancando os seguimentos de serviço e comércio. Mesmo sem preencher devidamente povoados tradicionais, na última década, surgiram mais de 200 bairros, em Goiânia. Melhora-se a qualidade de vida com planejamento urbano eficaz. Disponibilizando estrutura urbana satisfatória à densidade demográfica. Fica a expectativa de que sejam aprovadas as melhores propostas para o novo Plano Diretor. A ferramenta de ordenamento urbano, somando-se a comprovada saúde financeira e fiscal de Goiânia, propicia celeridade na distribuição da justiça social. Fruto de uma gestão responsável e empreendedora.

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