Seca, incêndios e blá,blá,blá
Análise de conjuntura do escritor Ronaldo Marinho".
O Brasil possui quase um quinto do estoque hídrico do planeta. A Região Norte concentra a maior parte das reservas. No entanto, deparamos com desperdícios, vazamentos e redução dos níveis de chuvas. Enfrentamos mudanças climáticas significativas. Infelizmente, falta conscientização, o goiano continua despreocupadamente, higienizando o carro, a moto e as calçadas com água potável. Resiste ao entendimento de que a falta de água provoca a redução da oferta de alimentos e abalos devastadores nos pilares da economia.
A maior potência hídrica mundial vive focos do que pode ser uma grande crise histórica. A situação é recorrente. Em Março de 2018, o governo de estado de Goiás, decretou situação de emergência nas Bacias do Rio Meia Ponte e Ribeirão João Leite, devido à escassez de água. As hortaliças e lavouras de cana de açúcar são os principais usuários das águas que seriam direcionadas para os reservatórios de tratamento e abastecimento. No ano atual, trava-se um debate entre o Ministério Público (MP-GO) e a Secretária de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). No meio, a população.
A captação indiscriminada é um enorme desafio. A verdade é que ações efetivas em conjunto devem ser tomadas com urgência, afinal, estamos há mais de 115 dias sem chuva, a vazão dos rios desceu, faz-se preponderante decisões assertivas para evitar o desabastecimento.
Tudo indica que em breve seremos afetados por medidas de racionamento. Os reservatórios estão apresentando baixos níveis. É importante preservar os mananciais e margens dos rios. Coibir o descarte de dejetos. Observam-se reincidentes os rompimentos de adutoras. É fato, a obsolescência da infraestrutura básica de armazenamento e distribuição de água.
Goiás registrou na primeira semana de Setembro, em 2019, de acordo com dados do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas do Estado de Goiás (Cimehgo), na Cidade de Goiás e Goianésia, índice de 12% como umidade relativa do ar. O ideal é que estejamos com mais de 50% de umidade. As temperaturas seguem altíssimas, enquanto incêndios consomem o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros e o Parque Nacional das Emas.
A barragem João Leite tem condições para suprir as necessidade de Goiânia e Região Metropolitana até 2025. O Estado precisa estabelecer estratégias sustentáveis em parceria com os agricultores, pecuaristas, fábricas, construção civil e comércio.
Além disso, ter em seu plano administrativo o foco nas consequências do crescimento populacional. A cultura do reuso nas indústrias e em residências faz-se imprescindível. A Superintendência de Recursos Hídricos deve ampliar seus esforços desenvolvendo estudos e projetos. Cabe ao mercado disponibilizar melhores tecnologias para o campo da irrigação. É fundamental o aprimoramento do sistema de abastecimento nas cidades. Tudo isso, amparado por um bom trabalho de conscientização.

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