Lava Jato investiga gerentes do Banco do Brasil por lavagem de R$200 mi

Procuradores e agentes da PF investigam a suposta atuação de agentes da instituição financeira para facilitar lavagem de mais de dinheiro entre 2011 e 2014.








Rio de Janeiro — A Polícia Federal cumpre nesta sexta-feira (27), mandados de busca e apreensão em endereços de gerentes do Banco do Brasil suspeitos de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro posteriormente utilizado para o pagamento de propina por empreiteiras que praticaram corrupção contra a Petrobras, informou o Ministério Público Federal.
Procuradores e agentes da PF investigam a suposta atuação de agentes da instituição financeira para facilitar a lavagem de mais de 200 milhões de reais entre 2011 e 2014, disse o MPF, acrescentando que evidências apontam que os gerentes atuaram, em troca de favores, para encerrar indevidamente registros do sistema de detecção de lavagem de dinheiro do banco, o que impediu ou dificultou comunicação de operações suspeitas ao Coaf.
“Diversos elementos angariados no curso da Operação Lava Jato indicam que gerentes vinculados a três agências do Banco do Brasil localizadas em São Paulo receberam vantagens indevidas para burlar os mecanismos de prevenção a lavagem de dinheiro da instituição”, afirmou o MPF em comunicado.
De acordo com nota separada da PF, estão sendo cumpridos 7 mandados de busca e apreensão na cidade de São Paulo e 1 em Natal, expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba.
Além dos gerentes do Banco do Brasil, a investigação também apura o papel de um doleiro que teria sido responsável por produzir pelo menos 110 milhões de reais, em espécie, para viabilizar o pagamento de propinas, segundo a polícia.
O Banco do Brasil, informado pela PF e pelo MPF sobre o esquema ilícito, realizou apurações sigilosas internas que resultaram na remessa aos investigadores de outras provas da atuação de seus funcionários para facilitar operações de lavagem de capitais, de acordo com o Ministério Público Federal.
Procurado, o banco informa que “vem colaborando com as autoridades na operação Alerta Mínimo, já tendo iniciado processos administrativos que podem resultar na demissão dos funcionários envolvidos”.

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