Os Países mais perigosos para profissão de jornalista
Só em 2015, um total de 110 jornalistas foram mortos, de acordo com levantamento da organização Repórteres Sem Fronteiras; Iraque é o país mais perigoso
Síria
Número de mortos: 10 9 foram mortos durante exercício da profissão ou alvos de um ataque específico 1 foi morto por razões desconhecidas A cara do perigo: Centro comum às forças de Bashar al-Assad, grupos militantes curdos e alvo de ataques aéreos da coalizão, a cidade síria de Aleppo é um campo minado para os cidadãos e jornalistas. No conflito que se estende desde 2011, os jornalistas são susceptíveis de acabar como vítimas colaterais, sendo tomados como reféns pelo Estado Islâmico ou presos pelo regime de Assad.
França
Número de mortos em 2015: 8 6 foram mortos durante exercício da profissão ou alvos de um ataque específico 2 foram mortos por razões desconhecidas A cara do perigo: Depois de um rápido avanço pelo norte do Iêmen, milícias rebeldes de Houthis assumiram o controle da capital, Sanaa, em setembro de 2014. Desde então, eles atacaram em peso os meios de comunicação e sequestraram jornalistas filiados à Al-Islah (a coalizão sunita que faz oposição aos houthis, pertencentes à seita zaydi do islamismo xiita). Mais de um ano depois, os únicos jornalistas que ainda trabalham em Sanaa são os que apoiam as milícias rebeldes Houthi.
Sudão do Sul
Número de mortos em 2015: 7 6 foram mortos durante exercício da profissão ou alvos de um ataque específico 1 foi morto por razões desconhecidas O Sudão do Sul separou-se do Sudão para se tornar um país independente em 2011. Dois anos depois, o país mergulhou em uma violenta guerra civil, que já gerou 2 milhões de refugiados e centenas de milhares de famintos. E não há sinal de trégua a vista. Em meio aos conflitos, os jornalistas que se opõem ao governo central, comandado pelo presidente Salva Kiir, recebem constantes ameaças de morte.
Índia
Número de mortos em 2015: 9 5 foram mortos durante exercício da profissão ou alvos de um ataque específico 4 foram mortos por razões desconhecidas A cara do perigo: Jornalistas indianos que cobrem o crime organizado e as suas ligações com políticos têm sido expostos a uma onda de violência de origem criminosa. Ao todo, nove jornalistas foram assassinados no ano passado (quatro deles por razões ainda desconhecidas). Essas mortes confirmam a posição da Índia como país mais letal da Ásia para a mídia, à frente do Paquistão e do Afeganistão.
México
Número de mortos em 2015: 8 3 foram mortos durante exercício da profissão ou alvos de um ataque específico 5 foram mortos por razões desconhecidas A cara do perigo: No México, não há refúgio possível para os jornalistas. O país continua a ser o mais letal da América Latina para o exercício da profissão. As regiões mais perigosas são o sul dos estados de Veracruz e Oaxaca, onde o crime organizado e os políticos locais perseguem os jornalistas que cobrem a corrupção
Filipinas
Número de mortos em 2015: 7 3 foram mortos durante exercício da profissão ou alvos de um ataque específico 4 foram mortos por razões desconhecidas A cara do perigo: Assim como acontece na Índia, milícias, políticos corruptos e assassinos contratados continuam a ameaçar e matar jornalistas com total impunidade nas Filipinas.
Número de mortos em 2015: 7 Todos os 7 foram mortos por razões ainda indeterminadas. A cara do perigo: Honduras tornou-se um dos países mais perigosos do Ocidente para jornalistas desde o golpe militar de junho de 2009. Ataques à oposição e aos meios de comunicação comunitários são constantes e seguem completamente impunes.

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