O que dizem bolsonaristas que negam o aquecimento global — e por que eles estão errados

Qual o fator que leva o Governo Federal, á não divulgar resultados sobre o desmatamento no Brasil e especificamente na Amazônia.

Integrantes e figuras influentes do governo de Jair Bolsonaro já negaram ou manifestaram dúvidas sobre o aquecimento global e o fato de que as mudanças climáticas teriam sido causadas por ação humana, contrariando consenso que envolve 99% dos cientistas. Tal ceticismo foi expresso mais de uma vez pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, pelo titular do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e pelo vereador e filho do presidente, Carlos Bolsonaro.
Associadas ao corte de 95% das verbas para políticas sobre mudanças climáticas, à decisão de não sediar evento da ONU sobre o tema e à presença oficial em conferência de cunho negacionista, as declarações colocam o governo brasileiro em posição contrária às evidências científicas.
Veja abaixo o que checamos:
1. Não é verdade que momentos de frio atípicos em algumas regiões negariam a existência do aquecimento global, como já argumentaram Ernesto Araújo e Carlos Bolsonaro. De acordo com cientistas, mudanças de temperatura, inclusive frio extremo, fazem parte do processo de aquecimento do planeta, que provoca, por exemplo, deslocamento de correntes marítimas e do vento;
2. É falso o argumento de Araújo de que o aumento nas temperaturas seria resultado de uma distorção causada pela proximidade das estações meteorológicas de áreas asfaltadas. Essa possibilidade foi refutada por um estudo feito em 2011 em estações meteorológicas nas zonas rural e urbana que não constatou alterações nos resultados apurados nas duas áreas;
3. O IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), da ONU, não previu mudanças abruptas de temperatura que posteriormente não se confirmaram, diferentemente do que afirma o ministro das Relações Exteriores. Projeção de 1990 afirmava que as temperaturas aumentariam cerca de 0,3ºC por década, com margem de erro entre 0,2ºC e 0,5ºC, com possibilidade de aumento de 0,1ºC se fosse estabelecido controle maior sobre a emissão de gases poluentes. Estudos mostram que o aumento efetivo foi de 0,15ºC por década, dentro da média do IPCC;
4. O Brasil integra a sexta, não a décima posição no ranking de maiores emissores de carbono do mundo de 2016, com 2,2% das emissões totais, de acordo com lista da ONG WRI (World Resources Institute), último dado disponível. Os países que mais poluem são a China, com uma parcela de 27% do total, e os Estados Unidos, com 14%.
Integrantes e figuras influentes do governo de Jair Bolsonaro já negaram ou manifestaram dúvidas sobre o aquecimento global e o fato de que as mudanças climáticas teriam sido causadas por ação humana, contrariando consenso que envolve 99% dos cientistas. Tal ceticismo foi expresso mais de uma vez pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, pelo titular do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e pelo vereador e filho do presidente, Carlos Bolsonaro.
Associadas ao corte de 95% das verbas para políticas sobre mudanças climáticas, à decisão de não sediar evento da ONU sobre o tema e à presença oficial em conferência de cunho negacionista, as declarações colocam o governo brasileiro em posição contrária às evidências científicas.
Veja abaixo o que foi checado
1. Não é verdade que momentos de frio atípicos em algumas regiões negariam a existência do aquecimento global, como já argumentaram Ernesto Araújo e Carlos Bolsonaro. De acordo com cientistas, mudanças de temperatura, inclusive frio extremo, fazem parte do processo de aquecimento do planeta, que provoca, por exemplo, deslocamento de correntes marítimas e do vento;
2. É falso o argumento de Araújo de que o aumento nas temperaturas seria resultado de uma distorção causada pela proximidade das estações meteorológicas de áreas asfaltadas. Essa possibilidade foi refutada por um estudo feito em 2011 em estações meteorológicas nas zonas rural e urbana que não constatou alterações nos resultados apurados nas duas áreas;
3. O IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), da ONU, não previu mudanças abruptas de temperatura que posteriormente não se confirmaram, diferentemente do que afirma o ministro das Relações Exteriores. Projeção de 1990 afirmava que as temperaturas aumentariam cerca de 0,3ºC por década, com margem de erro entre 0,2ºC e 0,5ºC, com possibilidade de aumento de 0,1ºC se fosse estabelecido controle maior sobre a emissão de gases poluentes. Estudos mostram que o aumento efetivo foi de 0,15ºC por década, dentro da média do IPCC;
4. O Brasil integra a sexta, não a décima posição no ranking de maiores emissores de carbono do mundo de 2016, com 2,2% das emissões totais, de acordo com lista da ONG WRI (World Resources Institute), último dado disponível. Os países que mais poluem são a China, com uma parcela de 27% do total, e os Estados Unidos, com 14%.


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