Estudantes vão á rua manifestar contra o desmonte promovido pelo Ministério da educação

O ato aconteceu todas capitais e algumas cidades, em Goiânia 3.000 estudante e trabalhadores foram para a rua reivindicar os cortes na educação 


Rua dez tomada pelos Estudantes e Trabalhadores 


Manifestantes de todo o Brasil foram ás rua na tarde desta terça-feira (13), reivindicar contra o corte da educação, e outras fatores ocorrido do governo federal. A concentração aconteceu na praça universitária deu início às 15:00 teve presença de movimento políticos, movimentos estudantis, movimento social, e roda de samba.

As 17:30, os estudantes saíram da praça universitária e foram até á Praça do bandeirante em Goiânia, houve uma grande concentração, não houve forças nacionais, e nenhuma interrupção da polícia militar, o ato acabou sendo Pacífico a manifestação ocorreu em 90 cidades de todo o Brasil, e com grande apoio de políticos 

Após um semestre de polêmicas — menos investimentos em ciências humanas, punir possível balbúrdia feita por estudantes em universidades federais, corte de bolsas de mestrado e doutorado e exterminar a ideologia que seria propagada pelo maior vestibular do país, o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), além, é claro, das diversas demissões, de secretários e ministros. 

O MEC (Ministério da Educação) apresentou, no mês de julho, o programa Future-se, que tem como objetivo atrair investimentos privados para as instituições públicas e regulamentar a participação de organizações sociais na gestão. A UNE (União Nacional dos Estudantes) contrapõe e diz que o programa “pretende terceirizar o financiamento da educação pública para o mercado”.

Bloqueios
R$ 7,4 bilhões. Esse é o valor bloqueado pela gestão Jair Bolsonaro sobre o orçamento de 2019 do MEC (Ministério da Educação). Desse total, em torno de R$ 2 bilhões afetam instituições federais de ensino superior. O restante do contingenciamento atingiu outras áreas que ainda não foram especificadas pelo órgão, mas, aos poucos, os bloqueios são descobertos.


Na última semana, o ministério bloqueou R$ 349 milhões do orçamento que seriam destinados a “produção, aquisição e distribuição de livros e materiais didáticos e pedagógicos para a educação básica”. Esse novo corte, dessa forma, impacta diretamente na educação primária, uma vez que a área atingida tem como objetivo auxiliar o desenvolvimento da prática pedagógica e de estimular a leitura e a escrita, bem como garantir o padrão de qualidade do material de apoito à prática educativa utilizado nas escolas públicas de educação básica.
A informação foi divulgada pela ONG Contas Abertas, com base em dados do SIAFI (Sistema Integrado de Administração Financeira). “Atinge um setor (educação básica) que foi considerado como prioritário pelo governo federal no início do governo”, avalia o secretário-geral da organização, Gil Castello-Branco.
Autoridades e instituições ligadas ao tema se manifestaram sobre os protestos. A Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) afirmou que o contingenciamento de R$ 348 milhões divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) na semana passada "afetará a compra e a distribuição de centenas de livros didáticos que atenderiam crianças do ensino fundamental de todo o País".
Já a presidente nacional da União da Juventude Socialista (UJS), Carina Vitral, afirmou que enquanto o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e o ministro da Educação, Abraham Weintraub, não "arredarem o pé dos cortes e ataques ao povo" os estudantes não deixarão as ruas.
Intitulado "3º Grande Ato em Defesa da Educação", as manifestações ocorrem, segundo a UNE, em mais de 150 cidades dos 26 Estados e no Distrito Federal. Os dois primeiros protestos foram nos dias 15 e 30 de maio.
Ultimas semanas 
Para aprovar a reforma da Previdência, o governo de Jair Bolsonaro liberou R$ 3 bilhões em emendas parlamentares, durante as negociações para conquistar apoio ao projeto. Deste montante, quase R$ 1 bilhão foi remanejado do orçamento do Ministério da Educação (MEC).
O desvio será regulamentado por um projeto de lei do Executivo, encaminhado na terça-feira (6), que irá garantir o recurso das emendas. O total que sairá do MEC, o principal afetado, é de R$ 926 milhões.
Os valores estavam congelados sob a promessa de liberação caso a economia melhorasse. Caso o PL seja aprovado pelos congressistas – os principais beneficiados pelo projeto –, as verbas federais sairão em definitivo do MEC.
O montante representa 16% dos R$ 5,8 bilhões bloqueados do MEC. Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, esses valores saíram de ações “como o apoio à manutenção da educação infantil, concessão de bolsas na educação superior e básica e apoio ao funcionamento de instituições federais de ensino”.
Mesmo com o governo dizendo que a educação básica é prioridade, os cortes também afetam a área. Em julho, outra reportagem da Folha revelou que repasses para a educação em tempo integral e a alfabetização foram zerados.
O MEC afirmou que aguarda a votação do projeto e que o orçamento é da competência do Ministério da Economia.

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