Defesa reitera pedido de liberdade de Lula: procuradores agem com ódio

Advogados fizeram um aditamento no habeas corpus no STF para anexar, que revelou que procuradores ironizaram as mortes de Marisa Letícia e de Arthur.


No documento protocolado hoje afirma-se que “os Procuradores não foram capazes de dispor do mínimo respeito sobre os lutos familiares do Paciente, fica claro que há uma patente inimizade capital advinda desses, razão pela qual os referidos membros do Ministério Público demonstram ser absolutamente incapazes de cumprir com seus deveres de imparcialidade, impessoalidade e isenção garantidos pela legislação pátria e internacional”.
 A presidente deposta Dilma Rousseff usou sua conta no Twitter nesta terça-feira 27 para condenar a postura dos procuradores da Lava Jato, que debocharam da morte de Marisa Letícia e também do luto do ex-presidente Lula. 
De acordo com as mensagens, uma das procuradoras atribuiu à elevação da pressão da ex-primeira-dama a uma "carne mais salgada". Outro integrante da força-tarefa comparou Marisa Letícia a um "vegetal". Em outra conversa, Lula foi acusado de querer "passear" quando pediu para ir ao velório de seu irmão mais velho, Vavá.
Após nota da colunista do jornal Folha de S.Paulo Mônica Bergamo sobre a agonia vivida por Marisa em seus últimos dias de vida ter sido compartilhada no grupo, a procuradora Laura Tessler refuta a possibilidade de o agravamento do quadro da ex-primeira-dama ter acontecido após busca e apreensão na casa dela e dos filhos e condução coercitiva de Lula, determinada pelo então juiz Sergio Moro no ano anterior. "Ridículo... Uma carne mais salgada já seria suficiente para subir a pressão... ou a descoberta de um dos milhares de humilhantes pulos de cerca do Lula", afirma Laura.   
Na mesma conversa, o procurador Januário Paludo, que também integra a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, coloca sob suspeita as circunstâncias da morte de Marisa Letícia. "A propósito, sempre tive uma pulga atrás da orelha com esse aneurisma. Não me cheirou bem. E a segunda morte em sequência", diz ele, sem especificar à qual outra morte se referia.  
A suspeição em relação às circunstâncias da morte da ex-primeira-dama já havia sido exposta por Paludo em 24 de janeiro de 2017, quando Marisa Letícia fora internada. Na ocasião, o chefe da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, afirma que Marisa havia chegado debilitada ao hospital.  "Um amigo de um amigo de uma prima disse que Marisa chegou ao atendimento sem resposta, como vegetal", afirma Deltan. Paludo reage à frase dizendo: "Estão eliminando as testemunhas". 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O dicionário marxista: o estado e qual a sua importância fundamental.

Nazismo e de esquerda ou de direita, Hitler era de fato um Comunista?

PT não entrou com ação no STF para barrar projeto que prevê redução do gás