Como o Fascismo Toma conta de um governo


Uma carta Ao Leitor

Como uma democracia e como se estabelece o fascismo, e o autoritarismo juntos em um só.



O fascismo tem suas definição autoritária, que faz um grande risco a democracia brasileira, durante a ditadura, ou em outros países, que ainda existe nos dias atuais , sabemos que a repressão e a escassez total da liberdade de expressão, quanta mais a liberdade de imprensa, faz uma possível socialização entre a população e governo, pois sabemos que ela e de fato importante, para dialogar demostrar nossos argumentos, ainda com possível ataque, mas  que de fato, podemos dizer-se que sem a democracia e à sociedade e governo e essencial para escabele uma parte da nossa democracia e todo o resto do mundo.
As suas característica
·         Estado Totalitário: o Estado controlava todas as manifestações da vida individual e nacional.
·         Autoritarismo: a autoridade do líder era indiscutível, pois ele era o mais preparado e sabia exatamente o que a população necessitava.
·         Nacionalismoa nação é um bem supremo, e em nome dela qualquer sacrifício deve ser exigido e feito pelos indivíduos.
·         Anti-liberalismo: o fascismo defendia algumas ideias capitalistas como a propriedade privada e a livre iniciativa das pequenas e médias empresas. Por outro lado, defendia a intervenção estatal na economia, o protecionismo e algumas correntes fascistas, a nacionalização de grandes empresas.
·         Expansionismo: visto como uma necessidade básica da nação donde as fronteiras devem ser alargadas, pois é preciso conquistar o "espaço vital" para que ela se desenvolva.
·         Militarismo: a salvação nacional vem por meio da organização militar, da luta, da guerra e do expansionismo.
·         Anti-comunismo: os fascistas rejeitavam a ideia da abolição da propriedade, da igualdade social absoluta, da luta de classes.
·         Corporativismo: ao invés de defender o conceito de "um homem, um voto", os fascistas acreditavam que as corporações profissionais deviam eleger os representantes políticos. Também sustentavam que somente a cooperação entre classes garantia a estabilidade da sociedade.
·         Hierarquização da sociedade: o fascismo preconiza uma visão do mundo segundo a qual cabem aos mais fortes, em nome da "vontade nacional", conduzir o povo à segurança e prosperidade.
O fascismo prometia restaurar aquelas sociedades destruídas pela guerra prometendo riqueza, uma Nação forte e sem partidos políticos que alimentassem visões antagônicas.
A sua Origem
Um profundo sentimento de frustração dominou a Itália após a Primeira Guerra Mundial (1914-1918). O país saiu decepcionado por não ter suas reivindicações atendidas no Tratado de Versalhes e a situação econômica era mais difícil que antes da guerra.
Assim, a crise social ganhava aspectos revolucionários com o crescimento da esquerda e dos movimentos de direita.
Em março de 1919, em Milão, o jornalista Benito Mussolini cria os "Fasci di Combatimento" e os "Squadri" (grupos de combate e esquadrão respectivamente). Estes tinham como objetivo combater por meios violentos os adversários políticos, em especial os comunistas.
O Partido Nacional Fascista, fundado oficialmente em novembro de 1921, cresceu rapidamente: o número de filiados passou de 200 mil em 1919 para 300 mil em 1921. O movimento agrupava pessoas com tendências políticas e origens variadas: nacionalistas, anti-esquerdistas, contrarrevolucionários, ex-combatentes e desempregados

Em 1919, um milhão de trabalhadores entraram em greve. No ano seguinte, os grevistas somaram 2 milhões. Mais de 600 mil metalúrgicos do norte ocuparam fábricas e tentaram dirigi-las seguindo o exemplo socialista.
Por seu lado, o governo parlamentar, composto pelo partido socialista e pelo partido popular, não chegava a um acordo nas grandes questões políticas. Isto facilitaria a chegada dos fascistas ao poder.
Censura
A censura na prática
Peça para os alunos pesquisarem no portal informações sobre o programa de rádio Trabuco, apresentado por Vicente Leporace. Ouça um trecho da transmissão de um programa.
Solicite aos alunos que procurem também informações sobre a rádio 9 de julho da Arquidiocese de São Paulo. Em 1973, durante o governo Médici, em tempos de ditadura militar, a emissora teve seus transmissores lacrados pelo Departamento Nacional de Telecomunicações (Dentel), órgão vinculado ao Ministério das Comunicações.
Mais uma vez temos que realizar o esforço crítico de colocar em questão: quem eram os sujeitos que estavam à frente dessas emissoras? O que pensavam? O que defendiam? No caso da rádio 9 de julho, qual segmento da igreja católica se colocava de maneira crítica à ditadura militar?
Precisamos também contextualizar esses programas. Quando estavam no ar e quando foram retirados? Por que esses programas precisaram ser censurados? Que tipo de mensagem esses programa veiculavam?
4. A imprensa alternativa
Nesta atividade vamos continuar a analisar a imprensa do período, mas agora vamos nos debruçar sobre a chamada imprensa alternativa. Os alunos devem consultar as informações e páginas de jornal da imprensa alternativa disponíveis no portal e analisar seu conteúdo, sempre se preocupando também em identificar o período em que foi produzido e quem são seus autores.
Organizados em grupos, pode-se solicitar que cada um pesquise sobre um jornal e produza uma ficha de análise do jornal, incluindo título da publicação, data, matérias observadas, organização visual e, claro, o posicionamento do jornal em relação à ditadura militar. Vale também fazer uma busca sobre a biografia de alguns dos idealizadores e autores das matérias desses jornais.
Por fim, os alunos devem apresentar para a classe o resultado de sua pesquisa. Um tema importante também a ser explorado são as condições e riscos vividos para produzir esses periódicos em um contexto de censura e perseguição política.
5. Censura na cultura e na arte
A censura esteve presente em todas as formas de expressão que pudessem de algum modo contestar o poder vigente. Por isso, todas as formas de expressão cultural estavam sob a mira da censura: as artes plásticas, a música, o teatro e o cinema.
No que se refere ao cinema, podemos consultar algumas fichas de filmes produzidas pela censura (Terra em transeEl JusticeiroHistória do Brasil)  , que são excelentes documentos de análise. É preciso lembrar mais uma vez que na análise de documento histórico, os alunos precisam fazer a sua contextualização, explicitando a autoria, período em que foi criado e também deixar claras as intenções daqueles que produziram o texto. Essas fichas permitem traçar um perfil da mudança que vai ocorrendo, sendo cada vez mais intenso o processo de censura ao longo dos anos.
Em parceria com o professor de Artes, a disciplina de História pode ter em foco a análise de algumas produções no campo cultural que foram alvo da censura ou que se tornaram para o público um dos símbolos da resistência.
Solicite que os estudantes se organizem mais uma vez em grupos e pesquisem no portal uma das entradas indicadas ao lado. O objetivo é conhecer mais sobre esses artistas, eventos e movimentos artísticos que tiveram forte laço com o processo de resistência à ditadura e também foram vítimas da censura.
Peça para os alunos fazerem um registro com a descrição da trajetória de um espetáculo, autor ou movimento. Além disso, devem estabelecer a conexão com a censura, ou seja, que tipo de proibição ou intervenção da censura sofreu o artista ou movimento? Existiam maneiras para driblar a censura?
Vale a pena, nesta etapa, solicitar que os alunos selecionem uma canção, trecho de vídeo ou áudio que mostre alguma obra ou trecho de uma obra. Devem não só exibir, mas realizar uma análise mostrando o conteúdo de protesto à ditadura militar e também porque teria sido censurada.
6. Finalização
Para concluir o trabalho, solicite aos estudantes que produzam, em grupos, um estudo comparativo, analisando a maneira como os jornais alternativos tratavam a ditadura militar e a maneira como os jornais e revistas de grande circulação o faziam nesse período. Os arquivos de alguns grandes jornais da época estão disponíveis para consulta na internet. Dentre eles: Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e a revista Veja.
Caso não seja possível encontrar matérias sobre o mesmo tema, pode-se, ao menos, verificar a maneira como cada um dos jornais ou revistas se refere à ditadura. Em que medida se opõem ou, de alguma forma, corroboram os atos daquele governo. Os estudantes devem registrar suas descobertas em um texto. Como já fizemos nas etapas anteriores, deve-se informar a data da matéria, autores e analisar o contexto em que os fatos narrados ocorreram.
Selecione alguns textos produzidos para enviar à equipe do portal Memórias da Ditadura.
Após a produção do texto, proponha que cada grupo crie uma estratégia de apresentação dos resultados para a classe ou mesmo para uma comunidade mais ampla, como as demais salas daquela série, para a escola, para familiares, para a comunidade do entorno da escola.
Com o apoio do professor de Artes, podem-se criar pequenos esquetes, cenas que podem até ter um caráter cômico, mostrando as diferentes maneiras como determinados temas eram tratados pela imprensa durante a ditadura militar em um contexto marcado por forte censura. O objetivo da atividade é ampliar o diálogo sobre o tema para uma comunidade mais ampla, aproveitando o esforço de pesquisa dos estudantes.

Censura no Brasil
Nesta sequência didática, destacamos o tema da censura durante a ditadura militar. Ela começou a ser instituída logo após o golpe e foi se tornando mais intensa até 1968, quando foi decretado o Ato Institucional Nº 5 (AI-5) e a perseguição aos opositores do regime se tornou ainda mais violenta e constante.
Um dos temas capitais relacionados à estruturação dos estados ditatoriais é a censura, que funciona como instrumento para que as críticas ao regime não apareçam, evitando que seja constituída uma força de oposição. No caso do regime militar instituído em 1964, logo começaram a aparecer medidas que caminhavam nessa direção. Em 1968, com a divulgação do AI-5, acirrou-se o processo de censura e combate aos opositores do regime, sendo fortalecidos os mecanismos institucionais de repressão.
Vamos nos dedicar aqui a propor atividades que permitam refletir sobre como foi instituída a censura à imprensa e também às artes em geral, incluindo aí a música, o teatro e o cinema. Propomos a análise dos mecanismos de controle estabelecidos e as formas de resistência constituídas pelos opositores do regime ditatorial.
Também sugerimos a análise de documentos históricos, fomentando o diálogo acerca do contexto em que foram produzidos, para interpretá-los e não apenas tomá-los como verdade.
Estabelecemos uma proposta de trabalho interdisciplinar que possa envolver professores das disciplinas de Artes, Língua Portuguesa e História, sendo o trabalho com a leitura, as linguagens artísticas e a análise de documentos históricos o foco principal da proposta

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