Chanceler Ernesto Araujo, censura livro prefaciado por desafeto
O Ministério das Relações Exteriores, sob a direção de um diplomata obscuro de extrema-direita, vetou a publicação de obra de conteúdo histórico, com texto de Rubens Ricupero
Segundo á jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha de S.Paulo, trata-se de uma obra de um dos maiores historiadores da diplomacia brasileira.
O embaixador Synesio Sampaio Goes Filho, que escreveu uma biografia de Alexandre de Gusmão, considerado o "avô da diplomacia brasileira" foi informado de que o livro seria publicado se ele retirasse o prefácio escrito por Rubens Ricupero, ex-embaixador em Washington e também historiador da diplomacia.
O livro foi encomendado pela Funag (Fundação Alexandre de Gusmão), braço cultural e pedagógico do ministério.
Ricupero é um crítico de Ernesto Araújo e dos rumos da política externa do governo Bolsonaro.
Para Goes Filho, trata-se de censura. “Isso é censura, obscurantismo; desse jeito nenhum embaixador de prestígio vai poder publicar”.
Com José Geraldo o autoritarismo começa com a censura e termina com á tortura, a censura e algo que não pode se deter, quando um presidente autoritário está no poder. A unica forma de deter o seu governo e seus ministros e ir ás ruas, manifestar ao seu direito, liberdade de expressão que está no Artigo 5º IV da Constituição.
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